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Orquestra Filarmônica de Rio Claro surgiu, em 1995, como
forma de colocação em prática de um projeto
de orquestra que viesse a valorizar o estudante de música
e a troca de experiências com o maior número possível
de professores e maestros do cenário nacional e internacional.
Com boa parte de seus integrantes sendo natural de Rio Claro,
conta hoje com colaboradores de outras cidades interioranas
próximas, o que lhe dá conotação
de uma orquestra regional. Vem conquistando espaço, respeito
e admiração por parte do grande público
e, paulatinamente, vem recebendo ajuda financeira daqueles que
acreditam no investimento em projetos culturais como forma de
resgate e preservação da cultura brasileira.
Logicamente que isso decorre do trabalho sério desenvolvido
pela Filarmônica dentro de seu meio de atuação,
especialmente as dezenas de concertos realizados anualmente,
sob várias formações, além da gravação
de dois CDs, um contendo músicas populares brasileiras
arranjadas para Orquestra e outro com músicas do compositor
rio-clarense Odival Luciano Barbosa Filho, tudo isso sendo reforçado
pela insistente busca de popularização de seu
trabalho diante de toda a comunidade local.
Mais
do que os concertos oficiais em Teatros e Igrejas, nos quais
a Filarmônica exibe-se formalmente composta de dezenas
de integrantes, são quase que semanais as aparições
de grupos menores da Orquestra em eventos sociais, culturais,
científicos e beneficentes, o que acaba por engrandecê-los
sobremaneira. Some-se a isso os festivais de música de
câmara e os diversos recitais promovidos pela Filarmônica,
o que deixa transparecer a finalidade maior da entidade, qual
seja, a de promover a música, seja popular ou erudita,
entre as diversas camadas da sociedade.
De grande relevância é o trabalho educacional promovido
pela Filarmônica, por meio de seus músicos que
ministram aulas em escolas públicas e entidades espalhadas
por Rio Claro, tais como a Guarda Mirim, o Colégio Estadual
Chanceller Raul Fernandes, o Centro Social do Jardim Guanabara,
a Escola Agrícola de Ajapi e Escola Municipal de educação
infantil Maria Marroti, onde se ensina violino, flauta doce
e violão a dezenas de crianças, adolescentes e
também familiares.
Não há regentes ou maestros fixos, havendo sistema
de rodízio de profissionais da área. Outro destaque
para a Filarmônica são as inúmeras oportunidades
proporcionadas a instrumentistas que procuram orquestras para
apresentarem-se como solistas. Na Filarmônica encontram
a chance de exporem seus trabalhos ao grande público
e tornarem-se conhecidos dos regentes convidados a cada temporada.
Entidade de utilidade pública municipal, a Filarmônica
é mantida por subvenção pública
da Prefeitura Municipal de Rio Claro e contribuições
mensais de associados, além de patrocinadores esporádicos.